Definições

Um dos segmentos turísticos que mais atrai estrangeiros ao Brasil é o esporte. Por ter grande extensão territorial, boas condições climáticas, geográficas e de infraestrutura, o país é atrativo para o turismo esportivo. Nos últimos anos, tivemos o foco de atenção mundial por sediar a Copa do Mundo, em 2014 e as Olimpíadas, em 2016.


Desde a Grécia, pessoas viajam para praticar esportes e participar de eventos, como os jogos em Olímpia. A partir do século XX, o incentivo à vida saudável, investimento em materiais esportivos e a popularização das grandes competições mundiais aumentaram a demanda por esse tipo de serviço.

O esporte como forma de turismo engloba as atividades competitivas, sejam elas torneios, campeonatos ou amistosos. Esses eventos atraem atletas, organizadores e espectadores. Os esportes também estão relacionados a outros tipos de turismo. Quando uma pessoa vai a um evento esportivo, aproveita toda a cadeia de serviços: hotéis, restaurantes, teatros, passeios, etc.

Arraial do Cabo (RJ), Ilhabela (SP) e Fernando de Noronha (PE) são as cidades mais procuradas pelos turistas que querem praticar o mergulho. As grandes ondas da Pororoca na região amazônica – fenômeno que ocorre quando as águas do mar se elevam, por conta das marés, e invadem a desembocadura dos rios – atraem surfistas do mundo todo. No vôo livre, entre os mais de 180 pontos para a prática de asa delta e parapente, se destacam as cidades de Sobral (CE), Formosa (GO) e o Rio de Janeiro (RJ).

Nos últimos cinco anos, o turismo esportivo tem se mostrado cada vez mais atraente para o público. Nos EUA, por exemplo, há mais de mil companhias de turismo de aventura e ecológico, faturando mais de US$ 1 bilhão anualmente, apenas em 12 de seus estados da região oeste. Segundo a OMT, enquanto o turismo cresce a 7,5% ao ano, o ecoturismo  expande-se a mais de 20%. No Brasil, na feição adotada de Ecoturismo, o Turismo Esportivo tem se revelado promissor por acompanhar uma tendência internacional. Estima-se que mais de meio milhão de pessoas no Brasil pratiquem o ecoturismo, que deve empregar cerca de 30 mil pessoas, através de,  no  mínimo, 5 mil empresas e instituições  privadas, movimentando  mais de US$ 1,5 bilhão ao ano. Segundo o documento “Pólos de Ecoturismo” organizado pela EMBRATUR e pelo antigo Ministério do Esporte e Turismo, os ecoturistas brasileiros são turistas de alta renda que procuram, na natureza,formas de combater o estresse urbano.

 

Perfil do Ecoturista


O ecoturismo é composto por um conjunto de princípios de respeito à natureza e à cultura local. Para ser seu praticante, também é preciso compreender e respeitar essas dimensões. Assim sendo foi traçado um perfil do ecoturista turista. Quem é ele? Quais são suas necessidades e aspirações?

O perfil do ecoturista inclui pessoas que apresentam elevado grau de instrução: a maioria faz ou já concluiu um curso superior moram em grandes centros urbanos, cujo cotidiano é agitado, estressante e isento de contato com a natureza, possuem médio e alto poder de compra e idade compreendida entre 20 e 40 anos. Procuram por um contato positivo com o meio ambiente e também por atividades de relaxamento, contemplação e lazer. Preferem locais que respeitam as culturas tradicionais e a natureza. Querem aprender e buscam informações e esclarecimentos nas destinações visitadas.

São ávidos por informações do local, principalmente sobre as características da natureza, ou seja, pessoas que se apresentam motivadas para aprender sobre rios, montanhas, oceanos, florestas, árvores, flores e fauna silvestres. Preocupam-se em sentir e perceber algo mais sobre uma paisagem ou elemento da natureza, por exemplo, a importância da natureza para a sociedade, seu valor histórico, produção de recursos (alimentos e matéria-prima), oportunidades de reflexão, contemplação, controle de processos (controle de erosões e inundações, fotossíntese e produção de biomassa), entre outros. Procuram, além desse rico contato, vivenciar novos modos de vida e esperam ver o dinheiro que gastam em suas viagens, contribuindo para a conservação e para o benefício da economia local.

O ecoturista espera o fornecimento mais profundo e apropriado de explicação sobre a natureza e a cultura dos locais visitados. Conseqüentemente, pessoas que trabalham com o ecoturismo devem ser capazes de explicar conceitos, de entender a estrutura e a dinâmica básica dos ecossistemas e das paisagens naturais, e ser capazes de explanar sobre as conseqüências das mudanças promovidas pelo ser humano, considerando os princípios básicos da preservação ambiental.

Lembrando sempre que a familiaridade com o meio é uma ferramenta poderosa para os guias de ecoturismo e deve estar associada aos conhecimentos adquiridos por meio de livros e cursos. Os conhecimentos já existentes na comunidade local devem ser reconhecidos, valorizados e utilizados na explicação sobre a natureza (BRASIL, 2007).

São várias as categorias do público consumidor de turismo podendo ser dividas em: demográficas (idade, sexo, renda e origem), interesses ou preferências nas viagens. Atualmente, na delimitação do perfil do ecoturista tem-se falado em ecoturistas "hard" (aquele com espírito de aventura e melhor preparo físico) e "soft" (preferem experiências fisicamente mais leves e curtas). Esta mesma tipologia tem sido usada para se definir o ecoturista menos engajado no ecoturismo puro (soft) e o mais engajado (hard). As características variam muito entre grupos e dentro de um mesmo grupo e, desse modo, é necessário adaptar-se às diversas situações.